sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bom atleta!



1 Coríntios 9.24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. 26 Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. 27 Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.

Bom atleta!

O Brasil fez bonito ao mostrar suas potencialidades esportivas no PAN 2007. Fez bonito também mostrando que têm pessoas capazes de organizar grandes eventos. Com isto quer se preparar para sediar Copas e Olimpíadas nos próximos anos.
Da mesma forma que apenas países sérios e comprometidos são escolhidos para sediar eventos tão importantes, o apóstolo Paulo nos lembra que somente pessoas cristãs batizadas e comprometidas com o Evangelho do Senhor e Salvador Jesus Cristo levam o prêmio.

Se nós olhamos para atletas de vários esportes olímpicos, nos sentimos um tanto quanto... desqualificados (v.27). Esse é, pelo menos, o meu sentimento pessoal. Não tem como competir com essa turma super bem preparada e geneticamente predestinada. São pessoas que competem nos jogos somente depois de se submeter a treinamentos muito rigorosos. Submeter-se a estes treinamentos é condição inflexível e sem exceções. “Todo atleta em tudo se domina” para, infelizmente, apenas “alcançar uma coroa corruptível” (v.25). Claro que não são vitórias efêmeras; são importantes, mas ficam por aqui mesmo.

O que torna a vitória da pessoa cristã mais valiosa?

Paulo, o apóstolo, não dá refresco em suas palavras quando diz que há muitas pessoas que só sabem dar murros no ar; lutam, lutam e não acertam nada, não chegam nunca. São pessoas notadamente esforçadas e dedicadas no que fazem, mas seu problema parece ser a meta (v.26). Não tem META. Ou sua meta é apenas o que se corrompe, o que passa, enferruja (veja Ev. de Mateus 6.19-20). (Na sequência de suas argumentações, o apóstolo entra no tema idolatria e Ceia do Senhor. O bom atleta, aquele que fica em pé e não cai, não se deixará iludir por ensinos errados. Por isso dirige suas palaras a pessoas criteriosas – assim como as que aqui me ouvem. Mas isso é assunto para outra ocasião.)

Qual a meta que você, em sua vida, quer alcançar?

É importante termos objetivos muito claros em nossa vida. Família, estudo, trabalho, política ... são áreas onde devemos saber a que viemos e para onde iremos. Mas especialmente na vida de fé essa meta deve estar clara. Queremos ser mornos, comprometidos, apenas ser atendidos em momentos ocasionais – batismo, confirmação, casamento e sepultamento –, ou queremos distância de qualquer compromisso ... Paulo diz que estas pessoas serão desqualificadas para a corrida da coroa que não se corrompe.

A coroa que não se corrompe é alcançada com garra e objetividade: a vida eterna. O atleta que persegue esta coroa deixa de fazer certas coisas, não porque sejam ruins ou “pecaminosas”, mas simplesmente porque desviam do alvo. Não é uma questão de perguntar o que é ou não pecado, mas sim, o que leva ou não leva ao objetivo final. Por isso é tão importante saber qual a meta que cada um de nós persegue aqui na vida que Deus nos dá uma única vez.

Preparando bons atletas.

Bons atletas exigem bons preparadores. Atletas, obviamente, precisam praticar esporte. Por isso quero lhes propor alguns excercícios para melhorar a condição esportiva de todos nós.

 O esporte mais saudável é levantar na hora certa da mesa da refeição.

 O esporte mais difícil é o de querer pisar na sua própria sombra.

 O alongamento mais eficaz é o de erguer os braços e mãos em oração a Deus (1. Tm 2.8).

 O esporte que traz a maior paz é jogar as preocupações no colo de Deus (1. Pe 5.7).

 O esporte comunitário mais eficiente é o de carregar as cargas uns dos outros (Gl 6.2).

 O pior de todos os esportes é ajoelhar-se diante do vil metal.

 O esporte mais divertido é pular por sobre os muros com Deus (Sl 18.29).

 O esporte que mais feliz deixa é cantar um novo cântico a Deus (Sl 96.1).

 O esporte mais leve é o de combater o bom combate da fé (1 Tm 6.12).

 O esporte seguro é caminhar pelo caminho dos mandamentos divinos (Sl 119.32).

 O esporte mais nobre é o de ajoelhar-se e prostrar-se diante do Pai no céu (Ef 3.14).

 O esporte mais importante é lutar e esforçar-se para entrar pela porta estreita (Lc 13.24).

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada... (2 Tm 4.7).

Lá chega o bom atleta!

Um abraço a todos e a todas,
P.Rolf

(Se você quiser uma ficha de exercícios com os pontos acima, peça enviando um e-mail para cejpsmt@gmail.com.)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Trabalho e prazer




O pai e o filho estão em pé de guerra. O pai gostaria muito que seu filho fosse um bom trabalhador, dedicado às tarefas nobres. Já o filho gostaria muito mais de aproveitar a vida, de não levar as coisas tão a sério. O pai tenta mais uma vez apresentar as vantagens de ser uma pessoa trabalhadora. Ele fala dos direitos de um trabalhador e principalmente do dinehiro que este ganha cada final de mês. Com isto pode adquirir coisas legais, fazer economias, experimentando com isto um indescritível sentimento de liberdade e de satisfação pessoal. E complementa o pai: “Para mim o trabalho é algo bonito, muito belo...” – e com muita ênfase – “... me diverte imensamente poder trabalhar muito.” “Viu só”, interrompe o filho com ar de desdém, “e eu sou de opinião de que nós não estamos neste mundo só para correr atrás do divertimento!”

Marcos 1.29 E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. 31 Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los. 32 À tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoninhados. 33 Toda a cidade estava reunida à porta. 34 E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era. 35 Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. 36 Procuravam-no diligentemente Simão e os que com ele estavam. 37 Tendo-o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam. 38 Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim. 39 Então, foi por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios.

Trabalho e prazer. O trabalho que liberta, o trabalho que realiza as pessoas, parece estar cada vez mais distante da realidade das pessoas. O trabalho, na maioria dos casos, não passa de uma obrigação à qual as pessoas estão sugeitas para sobreviver, e não para trazer prazer. Pelo texto bíblico que acabamos de ler, vemos que nem Jesus escapa deste rolo compressor chamado trabalho que esmaga e tira as forças de qualquer pessoa.

O evangelista Marcos nos deixa como legado a exposição da pedagogia de Jesus no que se refere na forma de trabalhar. Há uma sequência na forma deste trabalho acontecer: Ensino – Serviço – Restauração – Libertação.
Ensino – Jesus estivera na sinagoga com seus discípulos. Lá o ensino acontecia aos sábados. O ensino é a transmissão de conhecimentos uns aos outros, de forma que mais pessoas possam usufruir das boas coisas da vida. Qual a mãe que não tem prazer em ensinar boas maneiras à sua filha? Qual o padrinho que não tem prazer em ensinar um afilhado a orar? Qual o professor que não sente prazer aos ver seus alunos começando a compreender os difíceis problemas de matemática? O ensino traz prazer e é basal na vida cristã – “Fazei discípulos ... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado,” ordena Jesus.

Serviço – Mesmo a caminho do descanso do sábado, Jesus não interrompe seu serviço. Vê a necessidade de a sogra de Pedro ser curada – aliás, quem não tem uma dor aqui e outra ali ou uma doença preocupante que precisa de uma intervensão milagrosa? Jesus a cura. Jesus cura tomando a pessoa doente pela mão, dando um novo rumo a sua vida. Tantas vezes não temos a cura porque confiamos mais nas drágeas e comprimidos; quão pequena é nossa fé em Jesus (nestes termos escreveu o Ms. Harry Beims, avô já falecido de Michele Splitter, promissora jogadora de basquete que morreu aos 19 anos na semana que passou). Jesus cura onde toca. Nós nem sempre temos tal graça em nosso toque, mas isto não nos deve recolher a mão do serviço. O serviço segue o ensino. Se já ouvimos muitas pregações em nossa vida, se já sabemos os mandamentos de cor, ou mesmo se pensamos que já sabemos tudo, então é hora do serviço. E cada vez mais as pessoas dependentes da graça ou desejosas da graça vão chegar e mais serviço haverá. Você também quer se dispor para o serviço cristão. É muito bom saber que o reino de Deus pode contar contigo.

Restauração – No entanto, este serviço também cansa. Basta saber que alguém é bom no que faz, e o faz com capricho e dedicação, que logo logo mais trabalho lhe será dado. Onde fica o lilmite? Toda pessoa trabalhadora necessita de um espaço de restauração. Jesus o encontra na oração, no silêncio. Silenciar e orar! É isso que restaura forças para a nova etapa de trabalho. Somos muito gratos a esta paróquia onde fomos chamados a servir, paróquia esta que respeita e nos incentiva a silenciar e descansar para renovar forças. Jesus encontra a fonte da renovação das forças para o trabalho na oração.

Libertação – Quando pessoas recebem o ensino a respeito do Evangelho, quando as pessoas são alvo do serviço cristão, da dedicação amorosa das pessoas dispostas a exercer a diaconia, quando pessoas são nosso assunto de oração e intercessão diante de Deus, então também acontece a libertação. Jesus liberta as pessoas de demônios. Há vários demônios ao redor das pessoas em nossos dias. Há muitos demônios dentro das pessoas. Temos o demônio das religiões que catam dinheiro das pessoas, vendendo a graça que é inegociável. Temos o demônio na política onde muitos mandantes e governantes enganan descaradamente o povo humilde e trabalhador. Temos o demônio da televisão que prega ser normal que os mais poderosos explorem os pequeninos. Temos o demônio da preguiça cristã presente em pessoas que não falam de Jesus a outras, o demônio da falta de um bom testemunho das pessoas batizadas, confirmadas e depois acomodadas, sem levar a missão criswtã adiante. Temos os demônios da briga, da “brabeza”, da violência, da sexualidade desregrada. Há, temos tantos demônios no horizonte das famílias, do mundo econômico... Com novas forças, a partir da oração, Jesus e seus discípulos enfrentam estes demônios, mostrando a graça e a vida nova a partir do perdão e reconciliação da cruz.

O Brasil precisa de transformação ética. Várias pessoas que nos governam, que deveriam ser um bom exemplo, fazem a apologia da preguiça, da corrupção, da vadiagem... Ah, se temos a pedagogia de Jesus a nos alicerçar na boa forma de trabalhar, vamos nos dispor e servir. Sejamos profetas, denunciando... Sejamos missionários, anunciando o Evangelho.

Esta pregação foi compartilhada no dia 8 de fevereiro na Paróquia São Mateus.
P. Rolf Rieck

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Agarrar a chance de vida!



Neste domingo, 4 de janeiro, o pregação foi baseada no texto do Ev. de João 1.10-14. Compartilho com você esta reflexão. P. Rolf


Como foi a passagem do ano para você? Muita festa? Você teve a oportunidade de brindar com pessoas que lhe são queridas? Passou o novo ano sozinho/a? Passou com seu cônjuge? Foi tudo muito rápido?

Tào rápido que já estamos no primeiro domingo de 2009! É a primeira vez que o povo cristão se reúne neste ano para prestar seu Culto Dominical a Deus. Como se isso já não fosse significativo, temos hoje também a celebração de um batismo. Prestar culto a Deus e batizar como sinal de obediência e fé são passos que falam alto na vida da comunidade cristã. Batismo! Fé!

A cada novo ano nos propomos iniciativas que poderão dar novo rumo à nossa vida. Sabemos, mais uma vez, que não deveríamos deixar de passar as boas chances para nossa vida. Agarrar as chances corretas e, então, ser feliz. Como se isso fosse assim tão fácil! Há receita para isso?

“Tome doze bons meses, amadurecidos, limpos e sem contaminação, observando se estão realmente isentos de qualquer sinal de ódio, de rancor, de ciúme e inveja. Tire destes meses qualquer resíduo de mesquinhez e inferioridade. Estes doze meses precisam ser sadios e limpos, assim como sãos os novos meses saídos da fábrica divina. Você deve trinchar cada mês em trinta ou trinta e uma partes. Deve tomar cada uma dessas partes e trabalhá-lhas separadamente. Isso deve ser feito assim para que cada uma destas partes seja a melhor e mais importante na vida. Para que isto aconteça, deve ser feito assim: Para cada uma destas partes reserve tempo para orar e outro para trabalhar. Reserve tempo para decidir e tempo para deixar-se guiar, tempo para refletir e tempo para confiar. Tenha tempo para atos de coragem e tempo para ter humildade. Acrescente uma colherada de bons impulsos e uma pitada de complacência. Não esqueça de uma boa dose de cordialidade genuína. Regue tudo com muito amor e misture bem, vigorosamente. Faça isso para cada uma destas partes chamadas “dia”. Por fim, guarneça tudo em recipiente enfeitado com delicadas flores de atenções e cuidados e leve com delicadeza e serenidade para a mesa. Bom apetite!”

Receitas como esta certamente ajudam a melhorar nossos dias. No entanto, vamos combinar, nem sempre temos disposição para aplicar receitas prontas à nossa vida. Vale, porém, a pergunta: sendo bem sincero, como você reagiria se tivesse o comando de cada dia de sua vida como se comanda a receita em uma cozinha, tendo por objetivo agarrar a melhor chance para a sua vida? Você seria capaz?

Hoje é o primeiro dia de culto da igreja cristã ao redor do mundo em 2009. Neste primeiro dia a família Ribas traz sua pequena Alice Helena para que seja batizada. Há receita eficiente que garanta uma vida feliz e plena para esta criança? Há garantias para que todos nós, homens, mulheres, jovens e crianças presentes neste Culto possamos ter a certeza de que agarramos a chance da nossa vida?

Esta questão me inquietou desde que comecei a refletir sobre o texto deste domingo – 2º Domingo após Natal – quando uma palavrinha saltou sobre meus pensamentos: receber (lambáno, em grego). Nós ainda lembramos do grandioso acontecido na semana passada: o presente Jesus. Agora somos todos e todas dasfiados/as a receber este presente. Acredito que nesta palavra – receber – está a chave para 2009 e para todos os dias da nossa vida.

A palavra lambáno é complexa e frequente. 258 vezes no Novo Testamento. Em João e Mateus soma 99 vezes. Entre estas, diz: ... e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. (Mt 10.38). Receber significa tomar para si tanto um objeto como uma pessoa. Receber! Tomar! Agarrar! 3 vezes em João significa admitir, como admitir alguém em casa ou admitir os ensinos de quem tem a palavra para ensinar. Assim acontece em nosso versículo 12 (também em 5.43 e 13.20). Admitir, receber, tomar, agarrar é a diferença entre ter e não ter vida!

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. Receber tem um significado central e vital na teologia cristã. Não há como entender este receber sem compreender que há quem doa. Deus doa – o ser humano recebe. E esta relação é condicionada à graça de Deus que se reconcilia com a humanidade na criança nascida em Belém, o Verbo feito carne. Não há outro caminho! Não há outra receita! Não há alternativa! Ou se agarra ou não se agarra esta chance de vida!

Deus doa: Jesus recebeu Sua missão por vontade do Pai através do poder do Espírito (Jo 10.18). Jesus é o presente de Deus, o doador. É um presente em forma de servo (Fp 2.7) que carrega os nossos pecados e enfermidades, que morre Ele mesmo em lugar de nossos pecados (Mt 8.17; Is 53) cumprindo assim a missão que recebeu do Pai. Deus continua sendo o doador ao ressuscitar e exaltar Jesus, aquele de quem se diz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor (Ap 5.12).

O ser humano recebe
: Somente quando um homem recebe, ele encontra-se a si mesmo e ficar dentro do plano de Deus, plano que Jesus Cristo revela. Para o ser humano que ouve e recebe o testemunho de Jesus, a aceitação da palavra é que decide sobre a vida e a morte. Neste ponto João distingue os diferentes objetos que são recebidos, aceitos ou aguardados. Aquela pessoa que recebe o testemunho de Jesus reconhece o selo do presente "que Deus é verdadeiro" (Jo 3.33). Por esta aceitação da palavra o ser humano atesta a verdade de Deus e vive por ela. Aquele que aceita as palavras de Jesus ganha conhecimento da palavra de revelação: Jesus vem de Deus e recebe a vida de Deus. Quem recebe Jesus como o Deus de sua vida, cheio de graça e verdade, recebe o presente da graça inextinguivel de Deus. Quem não aceitar – quem não quiser receber Jesus – Ele não o reconhecerá. E, de sobra, terá um acusador, um juiz (Jo 12.48). Essa mesma palavra de Jesus será o seu juiz no último dia.

Agarrar a chance da vida! Hoje novamente a chance passa diante de nossos olhos. A chance bate hoje à porta do nosso coração... Receber este presente: este é o segredo da vida. O próprio evangelista interpreta o que significa receber o Filho de Deus. É crer! Me parece que entender o que significa crer é mais difícil do que entender o que é receber. Crer é, definitivamente, jogar-se nos braços do presente de Deus – Jesus Cristo Senhor e Salvador – e viver a partir da Sua vontade santa para a nossa vida. Receber é crer sem enfeitar nossas desculpas com respostas elaboradas. Assim agarra-se a chance da vida!

Que seu novo em folha 2009 seja um receber constante da graça e reconciliação de Cristo Jesus.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A Vida!



Novo ano! E a vida é nova também?

Ano novo! Começa agora a vida de verdade?

Estamos animados e esperançosos com 2009. Hoje é apenas o primeiro dia deste novo ano, mas já sabemos que será um ano de muitos desafios, em todas as áreas da vida. Parece que neste ano haverá mais obstáculos no caminho – crise financeira, queda nas exportações – mas tudo não passará de mais um obstáculo a ser vencido. Assim é a vida de verdade. Nada de ilusões. Tudo realidade. Obstáculos a serem vencidos.

A realidade da vida nos mostra que há uma tênue fronteira entre a felicidade e a decepção. Seria a busca da felicidade, então, equilibrar-se sobre o fio da navalha? Ou então, quem já encontrou o caminho da felicidade, que nos avise como chegar lá.
Disse o poeta não existir um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho. Isso muda tudo. Significa que devemos buscar o caminho, e não a felicidade. É uma perspectiva bem diferente da que costumeiramente nos faz buscar algo merlhor no ano novo.

Nós todos sabemos que Jesus é esse caminho. Afinal, disse com a autoridade que só Ele pode ter: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Como este caminho pode ser concretizado em nossos atos de esperança no novo ano?

Acredito que você pode, por exemplo, compartilhar com outras pessoas a esperança que tem em Jesus. Isso é fazer do ano novo um ano missionário. A vida pode ser também ter tempo para outras pessoas, ouvindo suas histórias, entendendo suas necessidades. Isso é fazer um ano novo diaconal. A vida pode ser também trilhar o caminho em direção às pessoas que não recebem uma boa notícia, uma mensagem que as coloque em pé novamente. Isso é fazer um ano novo evangelístico. A vida também pode ser vivida de forma arregaçar as mangas em favor de pessoas debilitadas que precisam de uma simples limpeza no jardim ou na calçada. Isso é fazer um ano novo de serviço.
Há tantas formas de fazer a vida feliz, quando simplesmente deixamos de olhar só para nós e passamos a servir ao outro. No Antigo Testamento lemos: “...não vos desvieis de seguir o SENHOR, mas servi ao SENHOR de todo o vosso coração”. E também: “Servi ao SENHOR com alegria” (1 Samuel 7 e Salmo 100) Servir ao Senhor se faz servindo ao próximo!

Você pode ser feliz até ter comprado a casa nova, até ter comprado um carro novo, até ter adquirido um televisor digital... Você pode ser feliz quando receber novamente o 13º. Você pode ser feliz até o próximo outono, até o próximo inverno, até a próxima primavera ou até o verão do ano que vem. Se procuramos a felicidade, a encontraremos aqui e ali, às vezes mais intensamente ou menos. Se, ao invés disso, procuramos o caminho, a felicidade será consequência e a vida será bela. Qual a melhor opção?

Desejo a você, leitor e leitora, uma vida muito feliz em 2009. Se pudermos ser parceiros nesta felicidade, nos colocamos à sua disposição.

Com carinho,
Pastor Rolf

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Advento - o que vem antes de Cristo vir


O que vem antes de Cristo vir?

“Querido Senhor Deus!
As pessoas estão dizendo que o Senhor é como um rei. Só que quando vem uma pessoa muito importante e passa em nossa rua, ela com certeza não sabe onde eu moro. Mas eu acredito que Tu sabes onde eu moro. Tu não tens uma coroa sobre a cabeça, e por isso tu conheces todas as pessoas perfeitamente. Até a manchinha preta que tenho em minha perna esquerda. Quer apostar? E quando esqueço de lavar minhas mãos, Tu também o sabes. É assim que Tu olhas para todas as pessoas. Um rei nunca olharia com tanta atenção para todas as pessoas. Um rei não se dá esse trabalho. Só Tu fazes tanto sacrifício e trabalho por amor a mim... Tu não tens coroa e vês como os outros não vêem...” Anna


Um rei que vem e vê as pessoas, esta é a boa notícia do Evangelho de Marcos conforme lemos no capítulo 1, versículos 1 a 8. O texto nos fala daquilo que acontece antes do Rei chegar, passar, habitar entre homens, mulheres e crianças. O caminho está sendo aberto para que o Rei passe e olhe bem no olho de todas as pessoas que buscam Sua proximidade. Como isso acontece?

1. É cumprimento de promessa. O profeta Isaías foi certamente aquele que mais insistiu para que o povo aguardasse a salvação no prometido Messias. Este Rei não é um oportunista, mas um enviado e tão aguardado que mesmo os mágicos do oriente quiseram saber de quem se tratava. Assim, Jesus é o Evangelho em pessoa. É a boa notícia que nunca mais será esquecida. João Batista concretiza esta promessa, indicando para o prometido.

2. Uma voz se faz ouvir. João não é o verbo, mas é a voz. Sua voz ecoa preparando as pessoas para que ouçam o verba da salvação e da reconciliação com Deus. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” (2Co 5.18ss) A voz que anuncia esta notícia promove um erguer dos olhos para olhar o Rei com esperança de ser reconhecido e agraciado.

3. Um excêntrico mostra o caminho. João certamente não era encarado como uma figura normal. Tinha hábitos estranhos. Louco? Não, é pessoa extremamente simples! Ele era popular! Era alguém que não seria notado pelos olhos reais se o rei não fosse especial. Ele, com sua aparência, era a encarnação do arrependimento e do desprendimento. Vestia-se como um nômade, sem abrigo, sem casa, sem família. Alimentava-se com aquilo que se encontra em regiões desérticas. Nada de banquetes. Vivia no deserto. Acreditava-se na época que era lá que moravam os demônios. Além de ser considerado excêntrico, João, o batizador, era também um indigno. Ao contrário das obrigações dos escravos, nem as sandálias deste rei o “preparador do caminho” era digno de tocar.

4. A mensagem antes da vinda de Jesus. Foram duas as mensagens deste indigno excêntrico: preparar o caminho e o perdão dos pecados. Quando se completa o tempo, há uma chamada para a mudança de atitude, de postura pessoal e social. Com a proximidade de Jesus os valores são repensados e novas formas de viver a vida são encaradas. Esta mudança não pode acontecer se, efetivamente, não houver espaço para o arrependimento, a reconciliação, para o perdão, para o recomeço.

5. A repercussão do anúncio do Advento. As pessoas que habitam a cidade por onde passa o rei – o rei sem coroa e que enxerga as pessoas – são de tal forma impactadas com a notícia, que passam a viver uma experiência completamente nova. Não é o batismo exterior que as segue e transforma – o batismo joanino era um sinal exterior de compomisso – mas é um batismo que atinge o cerne, o espírito da pessoa, sua essência. O Rei que vem, que enxerga, que sabe o nome de cada pessoa e a necessidade de cada pessoa, chega e a transforma de dentro para fora. Este é o batismo no Espírito.

Isso acontece tudo antes do Advento.
Tempo de preparação e compromisso.
Como nós temos aguardado aquele que vem, que voltará e levará Sua Igreja para sempre?

Pregação para o Segundo Domingo de Advento.
Desejamos um bom tempo de preparo a você também.

sábado, 29 de novembro de 2008

Temor a Deus


Temor a Deus

“Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento.” (Jó 28.28)
“O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre”. (Salmo 111.10)

Estamos terminando mais um ano no calendário eclesiástico. Como na Igreja Cristã tudo começa com o nascimento de Jesus Cristo, teremos ainda um domingo – chamado de Cristo Rei – e logo começa o novo ano com o 1º domingo de Advento. O término do ano eclesiástico está associado a expectativa do novo. Quando termina, é porque algo novo vai acontecer. Como é esse novo? Como se preparar para este novo? A temática dos cultos em nossa Igreja neste 27º Domingo após Pentecostes quer nos levar à reflexão sobre a vigilância e necessidade de preparação para a vinda de Jesus Cristo.

Jesus vem! Jesus voltará! Isso soa a juízo. Que espécie de sentimento isto suscita em nossa vida? De que forma nos preparamos para este fato?

O barbeiro era famoso na cidade. Tinha uma freguesia muito seleta e fiel. Mas, quando vinha alguém desconhecido, como bom cristão que era, logo se punha a falar de Jesus. Eis que chegou um homem desconhecido para ser barbeado. O barbeiro logo encheu seu rosto com farta espuma de barbear, afiou cuidadosamente a navalha na tira de couro, deitou a navalha no pescoço do cliente e perguntou: - O senhor já tem certeza da vida eterna? Pensando que este era seu fim, o cliente deu um pulo e correu avenida abaixo.

Quando nos preparamos para a vinda de Cristo e quando somos levados a pensar sobre a necessidade de preparo e vigilância, fatalmente precisamos fazer considerações sobre o temor a Deus. O que dizem alguns textos bíblicos sobre o assunto?

Temor culposo

O conceito de culpa no temor a Deus está presente quando pessoas fazem exatamente aquilo que vai contra a vontade justa de Deus. Aconteceu, por exemplo, quando Adão e Eva, “...na viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus...” (Gn 3.8). Neste ano que se encerra aos poucos certamente houve momentos em que tentamos também nos esconder de Deus. Isto gera temor culposo e precisa ser resolvido diante de Deus e das pessoas. Os que não crêem em Deus... “tomam-se de grande pavor, onde não há quem temer: porque Deus dispersa”... os incrédulos. (Salmo 53.5)


Temor ordenado


O temor a Deus é ordenado, mas sempre no sentido de reverência. A reverência a Deus passa pelo respeito ao próximo, pela busca da justiça, da verdade, do repeito. A reverência a Deus não tem outro caminho a não ser o do amor ao próximo. Isto implica em aborrecer todas as formas de mal. “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa...” (Provérbios 8.13) Por outro lado, este reverência, este temor ordenado, é princípio de sabedoria (Salmo 111.10)

A pedagogia do temor

Doutrinas cristãs que metem medo para controlar seus seguidores e seguidoras existem aos montes. Nós sabemos, pelas evidências bíblicas, que Deus abraça a todas as pessoas com sua graça redentora. E é exatamente isto que nos faz ter um temor reverente a Deus, reconhecer sua graça. É a partir deste temor que todas as pessoas podem compreender que são perdoadas. “Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Salmo 130.4). Este é o temor pedagógico que Deus quer que entendamos. “...que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma ... vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores...” (Deuteronômio 10.12, 17)

Temer a Deus não tem nada a ver com a “teologia do medo”, mas sim com o repeito. Nestes dias de nos separam do Natal e do Novo Ano, tentemos reconsiderar nossas atitudes sociais e de fé, para que sejam testemunho de que amamos a Deus e ao próximo. Que isso nos leve a uma esperança confiante.

Amém!

Que você tenha um abençoado tempo de preparação para o Advento de Cristo Jesus. P. Rolf Rieck

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Somente Cristo - fundamento de fé



Esta pregação fez parte da comemoração da Reforma Luterana na Comunidade Evangélica de Joinville. Em nossa Paróquia, ao falarmos de Somente Cristo, completamos o ciclo de pregações sobre os quatro fundamentos da Reforma. Tenha uma boa leitura. P. Rolf

João 14.9, 19-20: Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.

Somente Cristo

33% da população mundial se considera cristã. Isto é resultado de fé. Mas pode também ser resultado de condicionamento cultural, uma vez que muitas pessoas se dizem cristãs por conveniência (outras não podem se identificar como cristãs por causa de perseguição). Por isso é pertinente a pergunta neste século XXI: por que Cristo? ou, por que somente Cristo?

Hoje temos uma notícia a lhes dar: Somente Jesus Cristo salva. Só Cristo Jesus transforma a vida das pessoas. Jesus, o filho de Deus, Deus encarnado é o Redentor, o perdoador. Somente Cristo é base e fundamento para a vida digna, alegre e livre.

Não é suficiente dizer que há tantos cristãos para comprovar que somente Cristo é salvador. O que diríamos hoje de um homem jovem, saído de um lugarejo insignificante, que não tem uma cultura? Que diríamos de alguém saído de um lugar onde se fala um dialeto estranho, onde não há avanço técnico, onde não há arte, onde não há conhecimento científico, onde não há uma história importasnte para as religiões do planeta? Para começar, teríamos que chamar alguém que interprete seu dialeto estranho e mal elaborado. Logo este intérprete nos diria que este homem afirma ser o caminho, a verdade e a vida! Certamente teríamos que lhe dizer: “Ó jovem homem, vá primeiro ter um pouco de experiência de vida. Daqui a trinta anos você volta e daí conversamos melhor”.

“Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.” João e Pedro defenderam assim sua confiança em Jesus diante das autoridades do Sinédrio, este tribunal que julgava questões criminais ou administrativas. (Atos 4.12). Lutero afirmou: “O mais sublime estudo de teologia consiste em reconhecer realmente a Cristo. Grave em ti mesmo a imagem do homem que se chama Cristo. Meu caro irmão, aprenda a conhecer a Cristo, isto é, o crucificado. Aprenda a dizer a ele: Tu, Jesus, és a minha justiça, eu sou teu pecado; tu aceitaste o que é meu (o pecado) e me deste o que é teu (a justificação).”

Somente Cristo. Esta mensagem luterana tem ainda lugar nos dias pós modernos?
De Lutero ouvimos: “As palavras ‘Cristo ressuscitou dos mortos’ devem ser decoradas e escritas com letras grandes, cada letra do tamanho de uma torre, sim, tão grande como céu e terra, para que não vejamos, ouçamos pensemos e saibamos outra coisa que este artigo. Pois não falamos e confessamos este artigo porque aconteceu, como se contássemos uma fábula, um conto ou um evento, mas para que se torne forte, verdadeiro e vivo no coração. E isso chamamos de fé, se o inculcamos em nós de tal maneira, que nos entregamos completamente a ele, como se nada mais estivesse escrito que ‘Cristo ressuscitou’. Se acreditássemos isso, teríamos boa vida e morte; pois Cristo venceu a morte e ressuscitou não apenas por sua pessoa, mas você tem que emendar isso de tal maneira, que vale para nós e também nós estamos inclusos e presos no ‘ele ressuscitou’ e devemos, por causa dele e da sua ressurreição, ressuscitar e viver eternamente com ele. Pois em Cristo a nossa ressurreição e nova vida já começaram, e estão tão seguros, como se já tivessem acontecido; mas ainda estão escondidas e não são visíveis. (Pregação de Lutero, 1532, sobre Jo 14).
Filipe, o interlocutor de Jesus em João 14 ainda não tinha esta convicção absoluta a respeito de Jesus Cristo. Jesus teria desempenhado sua missão em vão? Mesmo os mais próximos dele ainda não o conheciam? Filipe pede um sinal. Tenho ouvido muita gente dizer que é simples crer em Deus. Basta olhar a natureza. Filipe olhava e nada via!
Deus não se deixa encontrar na natureza. Deus não se revela na história com sinais de Sua presença. Deus não aquieta o coração sem fé da humanidade em sinais aqui, ali e acolá. O que Filipe pede e o que a humanidade busca, já está revelado: somente Cristo. O Deus invisível, o Pai, o Criador, está visível em Cristo Jesus. Jesus é a presença irrefutável de Deus na humanidade, na criação, na reconciliação.
Onde encontramos Deus? Onde enchergamos Deus? Somente onde está o “pão da vida”, onde está a “fonte da água viva”, onde acontece a “reconciliação”, onde se encontra uma “porta” para mudança de vida, onde está a “ressurreição e a vida”, ali Deus é visível. Moisés pediu a Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êx 33.18), e nós vemos Jesus Cristo.

Jesus Cristo, não como uma personalidade importante na história, não como o filho mais ilustre de uma nação, não como a melhor e mais perfeitas ilustração do que é amor e fé. O grande milagre é que em Jesus vemos Deus. Jesus é Deus feito gente como você e eu.

Quando, finalmente, vamos poder “ver” tudo isso? “Ainda por um pouco de tempo...” (v.19). Conforme este evangelho, em 24 horas Jesus não mais seria visto. Seria morto e crucificado. Em pouco tempo aconteceria o limite entre o crer e o rejeitar a Cristo. Somente um pouco de tempo! Que fazemos nós em nosso “pouco de tempo” em relação às nossas opções de vida e fé?

“...vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.”(v.20) Querer conhecer Deus é buscar conhecer Jesus. E isso é redescoberta do Evangelho. Sim, mais uma vez quero dizer: essa é a boa notícia desse dia que precisa ser dita aos quatro ventos. Jesus, somente Cristo, é a revelação plena e absoluta do Deus triuno. E a cruz é o mais perfeito sinal da criação reconciliada com o Criador. E mais: não há sinais de diluição da importância central e fundamental de Deus na vida de cada pessoa quando a comunhão de Jesus e a pessoa se estabelece pela fé e obediência à Palavra. Deus, Jesus e suas criaturas se fundem numa mesma esperança e certeza de Vida: somente Jesus.